domingo, 23 de junho de 2019

Tempos sombrios...

         Lembrei que um dia fiz um Blogger, vou escrever algo.

         Estou muito chateada com tudo que está acontecendo no Brasil.

         O que posso dizer sobre tudo o que assombra os dias atuais... Bem, posso dizer  que a esperança se perdeu, os canalhas ganharam e criticar é perigoso. Não necessariamente nessa ordem. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

                                          Memórias 

        
         O frio era de congelar os ossos, o junho ainda estava no início e se continuasse ventando, chovendo e nevando, o frágil telhado poderia não aguentar.
         Porém, nada disso nos abalava, nem tirava o encantamento de ser criança. Nem mesmo o vento frio e úmido que adentrava  pelos buracos das paredes, ou a falta de roupas quentes, ou a inexistência de brinquedos nos deprimiam,  nenhuma reclamação. 
         A mãe não se lamentava enquanto cozia no fogão a lenha, acariciando a grande barriga na espera do sexto filho. “Se for guri vai se chamar Adão como o avô”.
O fogo no fogão esquentava a pequena cozinha de madeira bruta, enquanto muitas cabecinhas esperavam pela refeição, simples, porém muito gostosa. Nutritiva, pois geralmente era arroz com feijão e uma mistura de carne de frango, ou ovo frito e salada verde. Cardápio aprovado por qualquer nutricionista da atualidade, ainda mais que comíamos peixe com certa frequência, pois o turvo ficava no quintal da casa e o pai era um exímio pescador.
Para de tarde, pão com melado ou gemada, para a janta, polenta com leite e sobras do almoço. Leite nunca faltava, pois duas vaquinhas bem tratadas se revezavam na produção o ano todo. Acho que nos alimentávamos melhor que muita gente rica, pois  as "madames" têm preguiça de fazer comida e compram muita coisa pronta.
          O sexto filho nasceu na véspera de são João e por ser menina não recebeu o nome do avô, mas uma homenagem ao santo, e assim foi batizada como Joana.
Férias na escolinha, restava brincar com os irmãos, livres o dia inteiro, mesmo quando garoava. Não tinha hora para entrar em casa, nem limites para percorrer, ninguém chamava ou ia atrás, pois quando a fome batia era certo que nós estávamos em casa.
Embora o turvo, bufando depois das fortes chuvas, era um perigo para a criançada, ninguém se preocupava. Era divertido ver a correnteza levando troncos e pequenos animais, teve uma vez que ele saiu da caixa e veio parar no terreiro de casa. Eu tinha o mar no meu quintal.
         Havia sonhos? Acho que não, pois não conhecíamos outra realidade. Éramos infelizes? Não, pois tudo era tão natural. Tão natural quanto pegar o passarinho morto da geada, depenar e levar para vó Antoninha fritar, a mãe do João Maria. Maria é nome de mulher, simplesmente eu refletia sem comentar.
          Felizmente o inverno é só uma estação do ano que passa com a chegada do outono, e quando vinha o verão a vida se tornava uma festa, banho de rio, passeios a pé na casa dos parentes quilômetros de distância. Saíamos bem cedo, quando o sol ainda não estava quente e voltávamos de tardinha, correndo pelas estradas de chão.
         De vez em quando uma bala, uma bolacha feita em casa, que luxo!
         A noção de futuro, sonho, esperança de realizar algo, mudar de vida, só veio anos depois, quando nos mudamos para uma vila, onde já havia luz elétrica. O que fez despertar esses sentimentos? Acho que foi a escola da cidade, o convívio com outras pessoas...  E a consciência de que existiam outras possibilidades e que nós nos contentávamos com pouco. Se hoje eu sou mais feliz, não sei, é outra realidade. Mas é claro que jamais conseguiria viver daquele jeito novamente...
         A percepção de que existiam pessoas ricas, fez-me entender que nós éramos muito pobres. Mas ninguém era culpado disso e nós não exigíamos dos pais o que eles não podiam nos dar. Quanta diferença das crianças de hoje que ganham o que querem, muito mais do que precisam, mas nunca estão contentes.
         Fome, eu nunca passei, meu pai e minha mãe eram muito trabalhadores e dedicados a família. Passei muita vontade de comer coisas diferentes que via meus colegas comendo, sorvete, chocolate, sanduíche de mortadela e salgadinho, mas não morri por isso.
         No início eu achava que todo mundo era pobre como nós, embora eu não tivesse consciência de que nós éramos tão pobres. Depois veio a percepção de que alguns tinham muito e não porque trabalhava mais que minha família.
         Então veio a vontade de mudar de vida, o exemplo de meu pai que voltou a estudar e de minha mãe que nunca se abateu frente às dificuldades, foram elementos importantíssimos. 
         Deus não dorme. A mudança para a vila se deu dias antes da casinha em que morávamos cair. A casa caiu literalmente, dizem que nem foi obra de uma terrível tempestade, foi apenas um vento mais forte e tudo estava no chão. Felizmente nenhuma família habitava aquela velha morada na ocasião.
         Hoje, superamos as dificuldades estudando e trabalhando. O que aprendemos com tudo o que passamos, já que passamos, são os exemplos de vida, a união da família, a honestidade, a simplicidade e a força para lutar e modificar, melhorar nossa própria vida. Felizmente, não foi preciso ir morar na cidade grande, pois atingi meus objetivos morando em uma simples vila do interior, mas sei que meus filhos vão querer mais. 
Há quanto tempo...

sábado, 20 de outubro de 2012

Mensagem espírita

ETERNIDADE... ♥

Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo, nunca negue uma ajuda ao seu alcance, perdoe e dê de você mesmo...


SEJA UMA BENÇÃO!


Deus não vem em pessoa para abençoar.
Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão.


Todos nós podemos ser anjos.
A eternidade está na mãos de todos nós.
Viva de maneira que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de encontrá-lo!!!



(Chico Xavier)



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sinopse do Livro: O RETORNO DO JOVEM PRÍNCIPE


O Retorno do Jovem Príncipe


Por Ana Lucia Santana
      Neste livro o argentino Roemmers retoma a história do Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry e o flagra novamente na Terra, mas desta vez em plena adolescência. Um viajante solitário na Patagônia, já em idade avançada, depara-se com o personagem desmaiado e o ajuda.

Assim que o garoto desperta, o homem percebe que está diante de um célebre príncipe que decidiu retornar ao Planeta para ver como andam as coisas por aqui. Os dois imediatamente ingressam em uma viagem filosófica, durante a qual falam sobre temas essenciais da vida humana.
Enquanto percorrem as distâncias em um carro moderno, ambos trilham uma jornada espiritual da ingenuidade ao estágio mais maduro da existência, da vida rotineira ao universo transcendental, da melancolia à alegria. O autor resgata de seu livro preferido as questões éticas que abrangem a vida humana.
        Os personagens discorrem sobre os terríveis confrontos bélicos que atingem a Terra, as crises de natureza econômica, a miséria e o excessivo materialismo perceptível no consumismo desenfreado. O Príncipe tenta compreender porque, diante de problemas cruciais, o Homem não busca outras trajetórias, pois sempre há uma escolha. E também procura entender a razão da Humanidade não se voltar para a dimensão celestial em busca de uma direção a seguir.
       O autor buscou inspiração no livro cultivado em sua infância, publicado no auge da Segunda Guerra Mundial, em 1943, para criar sua própria obra. Ele procura imprimir a sua narrativa a mesma poética, um ponto de vista igualmente espiritualizado e humano sobre a vida, o Planeta e a moral essencial que rege a Humanidade. O argentino consegue resgatar a personalidade sutil do protagonista eterno de Exupéry. O resultado é uma narrativa que traz em si amor e fé, emoções que despontam do âmago do ser.
Alejandro Guillermo Roemmers nasceu na capital argentina, Buenos Aires, em 1958, e sua trajetória literária teve início ainda na infância. Seus poemas foram amplamente estudados e premiados. No ano de 2010 ele recebeu o título de Personalidade Destacada da Cultura, concedido pelo governo de Buenos Aires. Neste ano ele também foi reconhecido pela Universidade Nacional Autónoma de México e ganhou uma homenagem da Câmara de Deputados da Argentina por seu acréscimo à cultura e às letras.
        Hoje ele atua como vice-presidente da Fundação Argentina para a Poesia e Presidente Honorário da Associação Americana de Poesia. Ele foi nomeado Embaixador das Letras Argentinas pela Sociedade Argentina de Escritores. Roemmers logrou harmonizar sua carreira empresarial de renome internacional com seu talento literário

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ninguém lê...

Legal escrever em um diário virtual que ninguém acessa, portanto posso escrever muita coisa sem ficar no anonimato...
Normalmente tenho medo de escrever, embora goste...
Acho que começarei a escrever mais sobre mim, minhas experiencias  profissionais e a relação que tenho com os alunos...
Talvez...