segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Crônica de fim de ano na Bento

                                               Crônica de fim de ano escolar.

            Quando o relógio marcou sete horas, eu e quase todos os meus colegas professores já nos encontrávamos na escola. Munidos de enxadas, partimos para a área de reflorestamento, com a função de limpar ao redor das mudinhas de árvores nativas plantadas a cerca de um ano. Depois de removidos as ervas daninhas que as impedem de crescer, teríamos que demarcar cada uma das miúdas com uma taquara.
- Cada um pega uma carreira de árvores.  Avisou o diretor.
            A professora que ficou sem enxada encarregou-se do chimarrão e trouxe logo duas cuias, que foram passando de mão em mão como manda a nossa tradição gaúcha. Enquanto duas tomavam a bebida típica e aproveitavam para descansar, as outras caprichavam na capina.
            Percebemos logo que algumas mudas ainda são bem pequenas, em contraste com outras espécies que já estão bem grandes e se defendem sozinhas.
            Algumas mudinhas desconhecidas por pouco não foram sacrificadas, pois eram confundidas com erva daninha. Eu mesma quase que carpi fora uma que mais parecia vassourinha, mas felizmente o diretor avisou a tempo que se tratava de uma ..., e assim a pobrezinha foi preservada.
            O solo estava bastante compacto e seco, pois estamos passando por uma estiagem.
O sol aos poucos foi esquentando, mas as docentes não se intimidaram, pois a camada de filtro solar passado no rosto, antes do início do trabalho, foi bem generosa.
 Logo as mãos delicadas das professoras começaram a arder e os calos avermelhados apareceram, mas que nada, esse não é o primeiro mutirão que nós fazemos, pois temos uma área de reflorestamento mais antigo, o qual hoje já pode ser considerado mato fechado porque foi bem cuidado, pois não adianta plantares as mudas de árvores e depois abandonar, precisa-se de limpeza, controle das formigas, replantio de mudas onde não vingou. São muitos os cuidados necessários para que um projeto como esse de certo.
Para quem não é acostumado a capinar, esse é um trabalho bem difícil, dói o corpo, a coluna não aguenta, além disso, os mosquitos charqueavam nossa pele, mas que nada, pois em meio ao trabalho árduo estava a conversa amiga, a troca de experiência e conselhos, atividades que no  corre-corre do ano letivo dificilmente sobra tempo para se fazer.
            Nesse primeiro dia, a metade da área ficou pronta  e sem sacrifício algum, pois rimos muito, conversamos bastante, nos divertimos.
            Quando o sol esquentou para valer, era hora de parar.  Então, voltamos à escola para descansar e tomar um suco gelado.  
            Não somos professoras só de sala de aula, aplicamos nossas teorias, vivenciamos na prática nossos projetos pedagógicos, cuidamos do meio ambiente, conhecemos nossos alunos, visitamos suas famílias, o que é possível em uma escola do interior.
            No outro dia, é claro que estávamos todas no batente novamente e conseguimos deixar todas as mudinhas da área de reflorestamento limpas e demarcadas. Foi um bom trabalho, que contou com toda a equipe de educadores da Bento Gonçalves.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Produção de texto: fábula

As fábulas (do Latim fabula, significando "história, jogo, narrativa, conta, conto", literalmente "o que é dito") são composições literárias em que as personagens são geralmente animais, forças da natureza ou objetos, que apresentam características humanas, tais como a fala, os costumes, etc. Estas histórias geralmente terminam com um ensinamento moral de caráter instrutivo. É um gênero muito versátil, pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto.

A proposta de produção de texto para termino o ano letivo será fábula, um gênero já bastante conhecido dos alunos.
Em breve serão publicados os textos mais criativos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Eu escrevo...

                                                       Memórias
        
         O frio era de congelar os ossos, o junho ainda estava no início e se continuasse ventando, chovendo e nevando, o frágil telhado não iria aguentar.
         Porém, nada disso nos abalava, nem tirava o encantamento de ser criança. Nem mesmo o vento frio e úmido que adentrava  pelos buracos das paredes, ou a falta de roupas quentes, ou a inexistência de brinquedos nos deprimiam,  nenhuma reclamação. 
         A mãe não se lamentava enquanto cozia no fogão a lenha, acariciando a grande barriga na espera do sexto filho. “Se for guri vai se chamar Adão como seu avô”.
O fogo no fogão esquentava a pequena cozinha de madeira bruta, enquanto muitas cabecinhas esperavam pela refeição, simples, porém gostosa. Nutritiva, pois geralmente era arroz com feijão e uma mistura de carne de frango ou ovo frito e salada verde. Cardápio aprovado por qualquer nutricionista da atualidade, ainda mais que comíamos peixe com certa frequência, pois o turvo ficava no quintal da casa e o pai era um exímio pescador.
Para de tarde, pão com melado ou gemada, para a janta, polenta com leite e sobras do almoço. Leite nunca faltava, pois duas vaquinhas bem tratadas se revezavam na produção o ano todo. Acho que nos alimentávamos melhor que muita gente rica, pois  as "madames" têm preguiça de fazer comida e compram muita coisa pronta.
          O sexto filho nasceu na véspera de são João e por ser menina não recebeu o nome do avô, mas uma homenagem ao santo, e assim foi batizada como Joana.
Férias na escolinha, restava brincar com os irmãos, livres o dia inteiro, mesmo quando garoava. Não tinha hora para entrar em casa, nem limites para percorrer, ninguém chamava ou ia atrás, pois quando a fome batia era certo que nós estávamos em casa.
Embora o turvo, bufando depois das fortes chuvas, era um perigo para a criançada, ninguém se preocupava. Era divertido ver a correnteza levando troncos e pequenos animais, teve uma vez que ele saiu da caixa e veio parar no terreiro de casa. Eu tinha o mar no meu quintal.
         Tinham-se sonhos? Acho que não, pois não conhecíamos outra realidade. Éramos infelizes? Não, pois tudo era tão natural. Tão natural quanto pegar o passarinho morto da geada, depenar e levar para vó Antoninha fritar, a mãe do João Maria. Maria é nome de mulher, simplesmente eu refletia sem comentar.
          Felizmente o inverno é só uma estação do ano que passa com a chegada do outono, e quando vinha o verão a vida se tornava uma festa, banho de rio, passeios a pé na casa dos parentes quilômetros de distância. Saíamos bem cedo, quando o sol ainda não estava quente e voltávamos de tardinha, correndo pelas estradas de chão.
         De vez em quando uma bala, uma bolacha feita em casa, que luxo!
         A noção de futuro, sonho, esperança de realizar algo, mudar de vida, só veio anos depois, quando nos mudamos para uma vila, onde já havia luz elétrica. O que fez despertar esses sentimentos? Acho que foi a escola da cidade, o convívio com outras pessoas...  E a consciência de que existiam outras possibilidades e que nós nos contentávamos com pouco. Se hoje eu sou mais feliz, não sei, é outra realidade. Mas é claro que jamais conseguiria viver daquele jeito novamente...
         A percepção de que existiam pessoas ricas, fez-me entender que nós éramos muito pobres. Mas ninguém era culpado disso e nós não exigíamos dos pais o que eles não podiam nos dar. Quanta diferença das crianças de hoje que ganham o que querem, muito mais dos que precisam, mas nunca estão contentes.
         Fome, eu nunca passei, meu pai e minha mãe eram muito trabalhadores e dedicados a família. Passei muita vontade de comer coisas diferentes que via meus colegas comendo, sorvete, chocolate, sanduíche de mortadela e salgadinho, mas não morri por isso.
         No início eu achava que todo mundo era como nós, embora eu não tivesse consciência de que nós éramos pobres. Depois veio a percepção de que alguns tinham muito e não porque trabalhava mais que minha família.
         Então veio a vontade de mudar de vida, o exemplo de meu pai que voltou a estudar e de minha mãe que nunca se abateu frente às dificuldades, foram elementos importantíssimos. 
         Deus não dorme. A mudança para a vila se deu dias antes da casinha em que morávamos cair. A casa caiu literalmente, dizem que nem foi obra de uma terrível tempestade, foi apenas um vento mais forte e tudo estava no chão. Felizmente nenhuma família habitava aquela velha morada na ocasião.
         Hoje, superamos as dificuldades estudando e trabalhando. O que aprendemos com tudo o que passamos, já que passamos, são os exemplos de vida, a união da família, a honestidade, a simplicidade e a força para lutar e modificar, melhorar nossa própria vida. Visto que não foi preciso ir morar na cidade grande, pois atingi meus objetivos morando em uma simples vila do interior, mas sei que meus filhos vão querer mais.         

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Texto finalista do Concurso Sicredi: "Aprendendo a poupar". Aluno Paulo

                                 O futuro depende do que se poupa hoje.
             Fazia um belo dia e Ricardo estava muito feliz, pois seu aniversário estava chegando e seus pais lhe prometeram um presente muito valioso, mas ele não poderia usar no momento, mas somente no futuro.
             Ricardo ficou radiante quando chegou o grande dia. A festa que seus pais organizaram para ele estava maravilhosa. Então chegou a hora e seu pai e sua mãe lhe deram seu esperado presente.
             Quando Ricardo abriu a caixa, não era bem o que ele esperava e se entristeceu, pois o grande presente não passava de uma caderneta de poupança. Ricardo falou em voz alta:
              - Este é o grande presente que vocês me prometeram e há anos vinham planejando?
               - Sim, meu filho! Você deve aprender a economizar para o futuro.
              Ricardo não gostou muito da ideia, pois teria que deixar de comprar muitas coisas que ele gostava, precisava diminuir seu tempo no banho para economizar luz e água, comer mais em casa e menos na lanchonete para poupar sua mesada. Era um desafio, mas ele acabou concordando.
                Quando começou a trabalhar, Ricardo já tinha uma boa quantia no banco, conseguiu um bom emprego e assim continuava a poupar cada vez mais.
                 Anos depois, Ricardo resolveu ir ao banco para ver quanto tinha na poupança, ele se surpreendeu, pois com o dinheiro que possuía poderia comprar sua casa própria.
                   Depois disso, Ricardo entendeu o quanto poupar é importante e continuou economizando e passou essa tradição para seus filhos.

                                                                                                           Paulo Sérgio Gonçalves

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Seminário Boas Práticas Digitais

           O seminário de Boas Práticas Digirais, ocorrido hoje em Santo Ângelo, estava muito bom, apresentou novas ideias de uso das mídias em nossas práticas de sala de aula.

sábado, 22 de outubro de 2011

Para que ler e escrever:

     Acreditamos que através da leitura podemos ampliar nossos horizontes e conhecer inúmeras histórias,  e através da produção literária podemos recontar nossas histórias de diversas maneiras, recriando-as com muita imaginação, cultivando nossos sonhos e mantendo a esperança ativa dentro de nós.